
Mitose
(do grego mitos, fio, filamento) é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem seus cromossomos entre duas células filhas. Este processo dura, em geral, 90 a 120 minutos e é dividido em quatro etapas: profase, metafase, anafase e telofase. É uma das fases do processo de divisão celular ou fase mitótica do ciclo celular.
Um dos pressupostos fundamentais e principais da biologia celular é o de que todas as células se originam a partir de células pré-existentes, à excepção do ovo ou zigoto que, nos seres vivos com reprodução sexuada, resulta da união de duas células reprodutivas (gâmetas), cada qual com metade da informação genética de seus ascendentes.
A mitose é um processo de divisão celular conservativa, já que a partir de uma célula inicial, originam-se duas células com a mesma composição genética (mesmo número e tipo de cromossomos), mantendo assim inalterada a composição e teor de DNA característico da espécie (exceto se ocorrer uma mutação, fenômeno menos comum e acidental). Este processo de divisão celular é comum a todos os seres vivos, dos animais e plantas multicelulares até os organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal ou, até mesmo, o único processo de reprodução (reprodução assexuada).

Meiose
(do grego meíosis, diminuição) é o nome dado ao processo de divisão celular através do qual uma célula tem o seu número de cromossomos reduzido pela metade. Por este processo são formados gametas e esporos.
Nos organismos de reprodução sexuada a formação de seus gametas ocorre por meio desse tipo de divisão celular. Quando ocorre fecundação, pela fusão de dois desses gametas, ressurge uma célula diplóide, que passará por numerosas mitoses comuns até formar um novo indivíduo, cujas células serão, também, diplóides.
Nos vegetais, que caracterizam-se pela presença de um ciclo reprodutivo haplodiplobionte, a meiose não tem como fim a formação de gametas, mas, sim, a formação de esporos. Curiosamente, nos vegetais a meiose relaciona-se com a porção assexuada de seu ciclo reprodutivo.
A meiose permite a recombinação gênica, de tal forma que cada célula diplóide é capaz de formar quatro células haplóides (três no caso da oogênese) geneticamente diferentes entre si. Isso explica a variabilidade das espécies de reprodução sexuada.
A meiose conduz à redução do número dos cromossomos à metade. A primeira divisão é a mais complexa, sendo designada divisão de redução. É durante esta divisão que ocorre a redução à metade do número de cromossomos. Na primeira fase, os cromossomos emparelham-se e trocam material genético (entrecruzamento ou crossing-over), antes de separar-se em duas células filhas. Cada um dos núcleos destas células filhas tem só metade do número original de cromossomos. Os dois núcleos resultantes dividem-se na Meiose II (ou Divisão II da Meiose), formando quatro células (três células no caso da oogênese). Qualquer das divisões ocorre em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

OS TECIDOS
Os organismos multicelulares (exceto os poríferos) são formados por uma infinidade de células. Cada uma delas tem uma forma e uma função determinada e, conforme suas características, agrupam-se formando os tecidos, ou seja, os tecidos são conjuntos de células integradas com uma mesma função. Por exemplo: as células que cobrem ou protegem os órgãos se agrupam, formando o tecido epitelial; as células que transmitem o impulso nervoso formam o tecido nervoso, etc. Vamos conhecer, um a um, quais são os tecidos que compõem a organização dos vertebrados. Os animais invertebrados apresentam basicamente os mesmos tipos de tecido, porém com organização mais simples.
Tecido Epitelial
O tecido epitelial pode ser de revestimento ou glandular. Os epitélios de revestimento protegem o organismo. Por exemplo: a pela humana é um tecido epitelial de revestimento que tem a função de proteger o corpo humano contra a desidratação, o atrito e as invasões de bactérias.
Os epitélios glandulares formam as glândulas e têm a função de produzir secreções. Por exemplo: as glândulas lacrimais, as sudoríparas, o pâncreas, etc.
Tecido Conjuntivo
O tecido conjuntivo une, envolve e reforça outros tecidos e tem a função principal de preenchimento de espaços e ligação de outro tecidos e órgãos. O tipo de células e a natureza do material intercelular que as separa caracterizam a estrutura e função desses tecidos, que são classificados em tecido conjuntivo denso (como o que forma os tendões, ligamentos, etc.) e frouxo, que forma o panículo adiposo da pele e o tutano dos ossos.
Tecido Cartilaginoso
É um tecido elástico e flexível. Tem consistência mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele forma as cartilagens dos esqueletos dos vertebrados. Por exemplo: as orelhas, os brônquios, o nariz. Alguns peixes, como o tubarão e o cação, possuem todo o esqueleto cartilaginoso.
A cartilagem das articulações, juntamente como líquido sinovial, diminui o atrito entre os ossos. A cartilagem dos discos invertebrais amortece os choques transmitidos à coluna pelo movimento do corpo.
Tecido ósseo
O tecido ósseo constitui os ossos, que forma o esqueleto de todos os vertebrados, e é formado por uma substância intercelular muito sólida, que contém cristais de fosfato de cálcio, fibras colágenas e células características chamadas osteócitos. É juntamente com o tecido muscular, o principal sistema de sustentação. Nos ossos compridos observam-se os dois tipos de tecido ósseo: o compacto, na parte tubular, e o esponjoso, que se encontra na cabeça dos ossos e nos ossos curtos.
Tecido Muscular
O tecido muscular compõe todos os músculos do corpo humano: a musculatura lisa involuntária, associada ao tubo digestório, a estriada cardíaca – miocárdio; e a estriada esquelética, relacionada com os movimentos, além de compor também a parede dos órgãos. As células que o constituem podem ser lisas com fibras mononucleares e sem estrias transversais (contraem-se lenta e involuntariamente) ou estriadas com fibras plurinucleadas e estrias transversais (podem esticar-se e encolher-se rapidamente e de maneira voluntária).
Tecido Nervoso
O tecido nervoso forma o sistema que regula, controla e dirige todo o organismo. É capaz de receber estímulos do ambiente e do interior do próprio organismo, bem como interpretar esses estímulos e comandar as respostas a eles. Sua células são altamente diferenciadas, tanto que perdem a capacidade de se dividir. É constituído pelas células nervosas (neurônios), que conduzemimpulsos nervosos, e pelas células da neuroglia ou glia, que dão sustentação, nutrição e proteção aos neurônios.
O neurônio é composto pelo corpo celular e por prolongamentos ramificados – os dendritos, que são curtos e abundantes, e o axônio, que é um eixo longo; a maioria dos axônios é protegida por bainhas (de mielina e de Schwann).
O impulso nervoso corre sempre na mesma direção: dos dendritos para o corpo celular e deste para o axônio. De um neurônio a outro, o impulso nervoso passa através do axônio de um para os dendritos de outro. O ponto de contato entre dois neurônios chama-se sinapse.
